
Chega ao fim o programa de mais audiências e votos da TV brasileira: o julgamento dos Nardoni. Mas falaremos de um outro que despertou também os sentimentos mais animalescos no eleitorado brasileiro: Big Brother Brasil.
Antes, uma voltinha para chegar fundo ao ponto.
Quando eu achava que a semana não ia dar em nada, eis que surge o Ricky Martin assumindo de vez, e com os sentimentos de uma borboleta pronta pra voar, que vive “la vida loka”. Enfim saiu do armário cor-de-rosa com detalhes em dourado. Não que isso fosse qualquer tipo de novidade. Mas, como disse o cantor e filósofo Falcão: acabou tirando um peso enorme das costas.

Vindo no embalo, gays de todo o território nacional pediram que celebridades brasileiras seguissem o exemplo de Ricky. Zeca Camargo e Reinaldo Gianechini: un pasito adelante!
Tanto na vida quanto na política, chega uma hora que é preciso escolher uma posição. Até pra saber se na boca de urna o negócio sobe, desce ou vai pro segundo turno. Ultimamente andam dizendo que a bissexualidade está na moda. Meus sinceros agradecimentos pra quem sempre me chamou de cafona.

Esse tema sobre sexualidade, com trocadilho apropriado, sempre acaba no pau. Na edição de número 10, do reality show BBB, nunca foi tão colocado o dedo (rsrs) na ferida.
De um lado os coloridos Dicesar e Serginho (Eliéser, até o fechamento desta coluna era dúvida para o clássico). Do outro, o símbolo da macheza e do gaúcho mediano que não foi incluído na piada. Em comum, a voracidade em defender seus iguais.
Marcelo Dourado não atura “bichice”. Dicésar e Serginho não aturam insenbilidade. E eu não aturo essa conversa fiada de que tudo é pautado pelo preconceito. Oras, você pode muito bem ser um hetero canalha, como também um homossexual baita de um cretino. Caráter nada tem nada a ver com opção sexual.

Nivelar tudo pelo jeito que se deita na cama, é mesmo, conversa pra boi dormir. Eu realmente tenho preconceito com quem sempre acha que é vítima de preconceito.
Sei que falar sobre homofobia é pisar em ovos, mas é necessário. Dourado não é um verdadeiro exemplo. Até como diz o amigo Adriano Matos, o cara é taxado de homofóbico e ganha a vida agarrando homem. Vai saber.
E pra encerrar o que nem concluí, vai aí uma cutucada politizada em todos:
Um cara ganha milhões de votos, leva uma grana sem fazer nada e ainda tem gente que torce. Sarney é sortudo pracaralho.