Crimes, julgamentos e justiceiros insanos. Já imaginaram tudo isso numa mesma semana? Essa deu eco.
Aconselhamos que vejam primeiro isso. Iremos discorrer sobre o assunto
(…)
Justiceiros, quando forem fazer justiça com as próprias mãos, por favor, que não seja escrevendo. A pior arma para gente ignorante não é um revólver. É cartolina e pincel atômico. A falta de discernimento do brasileiro para os assuntos em voga é de causar indignação em Bangu I.
Quando sente revolta por um determinado crime, o que o brasileiro faz? Comete outro crime. Sim, picham muros clamando por justiça. Quando não resolvem agir pelos seus próprios meios cândidos, linchando o bandido que aparecer pela frente. Essa gente violenta? Só matando.
Atrelado a tudo isso, temos uma imprensa cada vez mais voltada ao entretenimento. Lutando incansavelmente pela liberdade indubitável de informar.
Repórter - Como você se sente depois de perder a família e a casa nessa tragédia?
(silêncio)
Repórter – E dos assassinos que ainda não foram presos, mesmo depois de confessarem esse terrível crime? Fazendo com que você nunca mais tenha uma vida normal e integrada à sociedade?
(silêncio)
Repórter – Tá, chora logo pra gente dar close.
Choro vende. Mil reais o mililitro.
Sabe a diferença de político que desvia recursos para um saco de esterco? O saco. Política não é chá do santo Daime, mas causa delírios psicóticos. O mais comum é a mania de grandeza.
Muitos acompanharam também o caso do prefeito de Barueri, Rubens Furlan, que ao tentar explicar o misterioso desvio de uma TV, chamou os apresentadores do programa CQC de babacas. Independentemente se você gosta ou não do programa, o debate aqui é outro: se eles são os babacas, os que digitam números em uma urna clicando “CONFIRMA” são o quê? Macacos amestrados que trabalham por banana?
Quando você releva esse tipo de coisa dizendo que “ora, mas fulano roubou milhões e está solto”, inevitavelmente acaba caindo na vala comum dos desavisados. Canalhice não é medido por valores. Canalha não tem valor algum.
Deixar barato qualquer tipo de crime, do menor ao mais absurdo, é desestabilizar o estado de direito e desacreditar as instituições. Que, convenhamos, são tão críveis quanto coelho que traz ovos na Páscoa.
Tenha mais critério nos seus protestos. Se você ficar tratando bandido pequeno com todo esse zelo, quando crescer vai te comer. (em qualquer sentido que você queira entender dessa palavra).